O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), encerra seu mandato dia 31 de dezembro de 2020, após oito anos de administração, mas está relutante para encerrar o vínculo com a administração. Mesmo tendo seu modelo de gestão derrotado nas urnas, com sua candidata – a professora Edilma Freira (PV) – que abarcou apenas a 5ª colocação na disputa, o prefeito parece ainda não ter entendido que perdeu.

Além de anunciar a toque de caixa concurso público, ordem de serviço para reformar o Hospital de Trauma de Mangabiera, o Trauminha, contratos, entre outras demandas, Cartaxo segue adotando medidas de gestão que valerão apenas em 2021, quando a administração não mais estará sob seu comando e impondo, desnecessariamente, um constrangimento a nova administração.

Sem combinar com o prefeito eleito e diplomado Cícero Lucena (PP), o prefeito, por exemplo, programa licitações que valerão só a partir do próximo ano. Os dados podem ser conferidos no site do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. Lá, encontram-se muitas demandas que estão sendo desencalhadas só agora, no apagar das luzes do atual mandato.

CONFIRA

As atitudes de Cartaxo podem até não ser ilegais, mas, no mundo jurídico já são tratadas como imorais. Cartaxo costura uma espécie de terceiro mandato, colocando ‘cascas de banana’ para forçar a futura gestão Cícero a concretizar o que ele, como prefeito, não pôde solucionar em oito anos de mandato.

O que a população deve entender é que Cartaxo não vai administrar João Pessoa a partir de 2021. E, portanto, ninguém pode acusar Cícero se houver necessidade de retroagir em alguma demanda imposta pelo antecessor.

Cícero apresentou propostas e um programa de governo que foi aprovado nas urnas e, por isso, pretende cumpri-lo, mesmo que para isso seja necessário desfazer atos realizados na contagem regressiva da saída do antecessor.

 

Márcia Dias

PB Agora

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