O advogado Gefferson Moura, de 32 anos, foi morto na noite de ontem (16) durante uma ação, no mínimo confusa, da Polícia Civil de Sergipe. O jovem foi morto por tiros disparados por policiais, que estariam participando de uma suposta operação nas imediações da Serra de Santa Luzia para prender criminosos.

O detalhe, segundo informações da Polícia Civil da Paraíba, é que não houve nenhuma participação de policiais paraibanos nessa operação.

Uma investigação foi aberta pela Polícia Civil da Paraíba para apurar o caso.

Gefferson, que morava em Jaguaribe, na capital paraibana, estava indo para Cajazeiras, para socorrer o pai, que está com Covid, quando foi alvejado.

A Polícia Militar tomou conhecimento do caso ao ser informada de que uma pessoa, aparentemente sem vida, deu entrada no Hospital de Santa Luzia, que teria sido levado por homens que se identificaram como policiais civis de Sergipe. A PM solicitou a identificação dos policiais e um deles apresentou a identidade funcional de delegado da PC de Sergipe.

Os policiais informaram a PM que estavam participando da ação que tinha como objetivo prender foragidos suspeitos de assaltarem bancos e que passariam em Santa Luzia. Os policiais informaram que estavam em carro descaracterizado, mas que estavam acompanhados de uma viatura da Polícia Civil da Paraíba.

No entanto, o delegado paraibano Sylvio Rabello, da 3ª Superintendência Regional de Polícia Civil da Paraíba, informou que não houve nenhuma participação da PC do estado nesse caso.

Sylvio Rabello disse que a PC paraibana só foi avisada da operação horas antes e antes que pudessem dar apoio aos policiais de Sergipe houve o confronto que resultou na morte do advogado.

A PM ainda tentou realizar algumas rondas nas imediações onde o fato aconteceu, para tentar localizar os policiais que estavam envolvidos na operação, para pegar mais detalhes do que aconteceu, mas eles não foram encontrados.

O delegado Sylvio Rabello disse ainda que o delegado de Sergipe afirmou que o carro do advogado estaria em atitude suspeita e ainda entregou uma arma que, supostamente, estava no carro da vítima.

“A ocorrência foi levada a Delegacia de Homicídios de Patos, onde o Inquérito foi instaurado no intuito de esclarecer tudo. Várias diligências estão sendo feitas”, afirmou Rabelo .

O veículo e a pistola encontrada com Gefferson, bem como as armas dos policiais sergipanos foram entregues à Polícia Civil da Paraíba, para serem periciados.

” A Polícia Civil da Paraíba está realizando oitivas e perícias e nomeou um delegado, em caráter especial, para apurar o fato”, acrescentou Rabelo.

ParlamentoPB

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