Mais uma delação foi feita ao Ministério Púbico, que investiga através da Operação Calvário uma organização criminosa no Estado da Paraíba, instalada pelo Coletivo Socialista durante a gestão do então governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), que foi preso pela Polícia Federal na 7ª fase das investigações.

Desta vez, trata-se da delação do advogado Bruno Donato, que aponta o irmão do ex-governador, Coriolano Coutinho, que está sob prisão preventiva, não só como receptor de propinas, mas como distribuidor dos recursos de origem ilícita a aliados políticos entre eles deputados estaduais, vereador, secretários e empresários.

O advogado teria participado de todo esquema como uma espécie de office boy, tanto de Coriolano como do ex-secretário de Saúde, Waldson de Souza, além de ter sido responsável pela montagem de uma Central de Inteligência.

Um dos parlamentares, além da deputada Estela Bezerra, que foi presa pela Operação, o deputado Ricardo Barbosa foi apontado como um “beneficiado” de Coriolano que o apoiou nas eleições para deputado e de ter entregado a Livânia Farias, ex-secretária de Estado e presa pela Operação, o montante de R$ 100 mil em uma caixa de whisky.

“Barbosa disse a Livânia que esse dinheiro seria de uma construtora, não me lembro o nome dessa construtora, e disse para ela pedir para Ricardo Coutinho depois ligar para o construtor agradecendo a ajuda. Livânia pediu para Barbosa me entregar a caixa com dinheiro, e disse que era para eu entregar a Cori, porque ele estaria precisando de dinheiro, eu recebi e liguei para Anderson ir até o gabinete do governador, entreguei a Anderson a caixa com o dinheiro e nós fomos contá-lo dentro do banheiro do gabinete, fomos conferir se realmente teria os R$ 100.000 dentro da caixa”, contou o advogado.

O advogado contou ainda que o deputado Barbosa teria, em sociedade com Coriolano, uma gráfica localizada no município de Campina Grande.

“Fomos para uma gráfica localizada em Campina Grande no meio do mato, lá encontramos Ricardo Barbosa e soube também lá que os dois eram sócios dessa gráfica, inclusive lá Cori perguntou se tinha chegado uma impressora que ele tinha comprado, Ricardo teria dito que sim e foi mostrá-la a ele”, disse.

Ele também denunciou que o então presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, vereador Durval Ferreira, teria recebido a quantia de R$ 200 mil, que foram transferidos para uma loja de veículo de propriedade do filho do vereador.

“Após esse pagamento, no outro dia, Durval convocou a impressa e anunciou o apoio ao governador Ricardo Coutinho e a Ricardo Barbosa, isso aconteceu uma casa de Recepção de festa por trás do Shopping Sebrae”.

Na extensa delação, o advogado destaca ainda o racha de uma propina no valor de R$ 150 mil entre Waldson de Souza e o ex-presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, cujo montante seria para a campanha eleitoral.

“Passei o pacote e Edvaldo foi logo dizendo que iria levar a parte dele para o apartamento que ficava em Manaíra. Waldson ficou por fora naquele momento, pois acho que ele não queria que eu soubesse que esse dinheiro iria para eles e não para campanha”, disse.

Paraíba Online 

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