Superintendente da Polícia Civil em João Pessoa, delegado Luciano Soares, disse não ser verdadeira a acusação do advogado e que não chegou à Polícia Civil nenhuma solicitação. (Foto: Walla Santos/ClickPB/Arquivo)

O advogado Daniel Alisson, que atua na defesa de Gean Carlos, suspeito de envolvimento na morte do ex-prefeito Expedito Pereira, afirmou em entrevista ao Arapuan Verdade desta quarta-feira (16) que o delegado Vitor Melo está violando as prerrogativas e dificultando o acesso às informações sobre a investigação. Gean está foragido e o advogado disse que ele continuará foragido, após ter mandado de prisão temporária expedido pela Justiça em João Pessoa, por estar assustado com a repercussão do caso. Advogado informou ao ClickPB que solicitou vista aos autos e até agora não teve resposta.

O advogado Daniel Alisson relatou em comunicado enviado ao ClickPB que a Polícia Civil agiu de forma irresponsável. Ele considera o mandado de prisão como uma ação “arbitraria devido à falta de motivos que o justifiquem. Essa medida foi adotada, apenas e tão somente com o intuito de dar uma resposta à sociedade por parte da Policia Civil, haja vista o interesse do Govenador do Estado da Paraíba na resolução imediata deste caso. Não existem provas capazes de incriminar o Sr. Gean mostrando assim a total irresponsabilidade por parte dos Policiais Civis que desejam tirar esta responsabilidade de suas costas devido a pressão que estão sofrendo e passar para o Tribunal de Justiça.”

Ainda conforme o advogado, “o acusado permanecerá foragido pois tem a plena convicção de sua inocência, nunca teve envolvimento com questões criminais, tem residência fixa, homem de família, íntegro e trabalhador tendo uma empresa de venda de veículos. Se entregar seria dar a Policia Civil um ‘bode expiatório’ apenas com intuito de dar uma resposta ao caso.”cLICKpb

Os advogados Daniel Alisson e Mirella Cristina explicam que já entraram com pedido de Habeas Corpus e com pedido de revogação de prisão temporária que são as medidas cabíveis no cenário atual. Afirmam ainda que, após a apresentação do seu cliente na Central de Policia, o mesmo assustado com a repercussão do caso e com a exposição de sua imagem, foragiu para destino incerto e ignorado por seus advogados e familiares.

O ClickPB conversou com o superintendente da Polícia Civil em João Pessoa, delegado Luciano Soares. Ele disse não ser verdadeira a acusação do advogado, que não chegou à Polícia Civil nenhuma solicitação e que a delegada Emília Ferraz, que também está a frente do caso, está atendendo normalmente na Central de Polícia Civil.

ClickPB

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