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Isea, maternidade em Campina Grande. (Foto: Sintab/Divulgação)

A Polícia Civil identificou a mãe do recém-nascido que foi encontrado morto dentro de uma sacola de plástico, na noite da última quarta-feira (13), em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. A genitora do bebê é uma adolescente de 13 anos. Ela disse à polícia que não sabia que estava grávida e que a criança nasceu morta. O caso foi registrado no bairro da Nova Brasília, na noite de ontem (13).

Segundo a delegada Nercília Dantas, a adolescente vai ser investigada por ato infracional, semelhante ao infanticídio. Conforme a delegada, a família também não sabia da gravidez da menina. Ela foi levada ao Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) após ser encontrada sangrando pela mãe. O médico que a atendeu percebeu que ela tinha tido um parto recente.

A assistência social da unidade hospitalar conversou com a adolescente e conseguiu a informação de que ela acredita que a criança nasceu morta, por não ter chorado ao nascer. Ela também alega que estava com medo dos pais descobrirem sobre o parto, o que a levou a colocar o bebê em um saco e pôr para fora de casa.

A jovem segue internada no ISEA, em área separada, sendo acompanhada por psicóloga e assistente social. De acordo com a equipe médica, a menina apresentou um sangramento intenso ao dar entrada à maternidade. “Ela foi atendida, passou por procedimentos médicos e está se recuperando, na companhia da mãe. O estado de saúde é estável”, disse, em nota, a unidade de saúde.

Para a investigação, o próximo passo é encontrar o pai do bebê, que deve responder por estupro de vulnerável. Conforme a lei, a adolescente foi vítima do crime que consiste na conjunção carnal ou qualquer ato libidinoso com menores de 14 anos, com ou sem consentimento, e que pode resultar em pena de 8 a 15 anos de prisão. Já para a perícia, o desafio é identificar como a criança realmente morreu, informação que ainda precisa ser confirmada.

Wscom 

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