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Pecuarista foragido após feminicídio é encontrado morto em Rifaina

João Roberto Bolelli, de 62 anos, era procurado pela polícia desde a morte de Priscila Lacerda Custódio, de 24, em outubro. O corpo foi localizado em uma área de mata da fazenda onde ele morava, em avançado estado de decomposição. A causa da morte é investigada.

© Reprodução- Facebook

Opecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de matar a ex-companheira Priscila Lacerda Custódio, de 24, foi encontrado morto na segunda-feira (2), em Rifaina, no interior de São Paulo. Ele estava foragido desde o dia 27 de outubro, quando a jovem foi baleada durante um encontro para devolver uma caminhonete.

O corpo foi localizado em uma área de mata da fazenda onde Bolelli morava, nas proximidades do km 452 da Rodovia Cândido Portinari. Segundo a Polícia Militar, ele estava em avançado estado de decomposição.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o neto do pecuarista acionou a polícia após a localização do corpo. A perícia foi chamada para realizar os exames necessários à confirmação da identidade e ao esclarecimento das circunstâncias da morte.

Inicialmente, a ocorrência foi considerada um possível suicídio, depois que familiares relataram que Bolelli havia mencionado essa possibilidade. No entanto, a causa da morte não foi confirmada, e o caso passou a ser investigado como morte suspeita.

A caminhonete do pecuarista já havia sido encontrada na semana anterior, perto do local onde o corpo foi localizado.

Pecuarista era procurado pela morte de jovem de 24 anos

Bolelli era investigado pelo feminicídio de Priscila Lacerda Custódio, ocorrido em 27 de outubro, na propriedade rural do pecuarista.

A jovem, natural de Perdizes, em Minas Gerais, havia viajado até Rifaina acompanhada do irmão e de uma amiga para devolver uma caminhonete Toyota Hilux pertencente ao ex-companheiro.

Segundo os depoimentos prestados à polícia, Priscila queria encerrar o relacionamento e temia a reação do pecuarista, que já teria feito ameaças anteriormente.

Durante o encontro, houve uma discussão envolvendo a devolução de aparelhos celulares. Conforme o relato do irmão da vítima, Bolelli sacou uma arma e atirou contra Priscila.

O pecuarista também teria apontado a arma para o irmão da jovem, que conseguiu fugir para se proteger.

Priscila foi socorrida e encaminhada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, Bolelli fugiu em uma caminhonete e passou a ser procurado pelas autoridades.

Justiça havia decretado prisão preventiva

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do pecuarista após o assassinato de Priscila.

Na decisão, a Vara Única de Pedregulho considerou que a prisão era necessária para garantir a segurança das testemunhas e permitir o andamento das investigações.

A fuga do suspeito também foi mencionada pela Justiça como justificativa para a medida.

Bolelli tinha antecedentes relacionados à violência doméstica. Em 2021, foi condenado por descumprir uma medida protetiva concedida a outra ex-companheira.

Priscila foi sepultada em Perdizes, Minas Gerais, no dia 28 de outubro.

Notícias ao Minuto 

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