Cabo Gilberto chama decisão de Flávio Dino de “criminosa” e critica: “atacou decisão do próprio colegiado”
Segundo Cabo Gilberto, o ministro teria cometido um crime ao contrariar a decisão de Mendonça.

Cabo Gilberto minimiza áudio com Vorcaro e diz que Flávio Bolsonaro continua na disputa presidencial(foto: reprodução/TV Câmara)
O líder da oposição na Câmara dos Deputados e deputado federal pela Paraíba, Cabo Gilberto (PL), criticou, nesta quinta-feira (10), a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a recolocação de Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da Polícia Federal, mesmo tendo sido afastado do cargo por determinação do ministro André Mendonça, em decisão corroborada por maioria da Segunda Turma do STF.
“Ele age de forma politiqueira. Não teve nada de fato novo. Essa decisão foi apenas para cortina de fumaça. Como um ministro vai atacar uma decisão de um colegiado? O poste está mijando no cachorro? Tem que ter respeito. É um crime concreto o que ele fez ontem”, declarou o parlamentar durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rede Correio SAT, nesta quinta-feira (10).
Conforme acompanha o ClickPB, o paraibano que é líder da oposição na Câmara também protocolou um pedido de impeachment no Senado contra o ministro Flávio Dino, sob alegação de que o magistrado ultrapassou os limites de sua atuação no caso de Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa à recondução da Polícia Federal (PF).
A denúncia do deputado ocorre depois de Dino autorizar uma operação contra o deputado Mario Frias (PL-SP) e diversos outros alvos, inclusive com implicações no trânsito livre do parlamentar, que está proibido de sair do Brasil. Segundo Cabo Gilberto, o ministro cometeu um crime e desrespeitou a decisão de Mendonça.
A iniciativa foi divulgada pelo parlamentar nas redes sociais “uma decisão individual devolveu ao comando da PF um nome citado nas mensagens do caso Master. Isso não é divergência jurídica. É sobre quem fica no comando das investigações”, afirmou justificando o pedido de impeachment “um contra três. Isso não é divergência. É afronta ao colegiado”.
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