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Trump exalta “grandeza” dos EUA no 250.º aniversário da Independência

O Presidente norte-americano exaltou "a grandeza" dos Estados Unidos no discurso das comemorações dos 250 anos da Independência, numa intervenção adiada devido ao mau tempo e na qual afirmou que ninguém poderá igualar o poderio do país.

O comício, que contou com a presença de Trump e da primeira-dama Melania Trump, foi adiado por causa das tempestades – (crédito: Reuters)

“Durante 250 anos, os Estados Unidos da América têm sido a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo, em todo o planeta. Tentam ser como nós. Ninguém pode ser como nós”, afirmou no sábado Donald Trump, no início do discurso, que começou mais de uma hora depois do previsto.

 O republicano agradeceu à multidão, composta na grande maioria por apoiantes, que tiveram de esperar várias horas no meio de uma onda de calor, para depois terem de abandonar o recinto e passar novamente pelo rigoroso controlo de segurança ao regressarem.

Ao estilo de um comício político, Trump reiterou advertências sobre a ameaça do comunismo. “Não queremos comunistas no nosso país. Nunca funcionou”, afirmou, referindo-se às recentes vitórias de candidatos democratas socialistas nas primárias para as eleições intercalares de novembro próximo.

Aproveitou também para promover a controversa reforma eleitoral, que tornaria mais rigorosos os requisitos para se registar e votar nas eleições federais, ainda paralisada no Congresso.

“Os Estados Unidos estão de volta e queremos manter a sua grandeza. Conseguiremos isso aprovando a Lei ‘SAVE America’, o que implica que todos os eleitores, todos, absolutamente todos, terão de apresentar um documento de identificação e fornecer algo chamado prova de cidadania, e não haverá voto por correspondência, salvo em alguns casos”, insistiu.

Trump encadeou relatos de heroísmo e acontecimentos para refletir os valores de patriotismo e liberdade que, segundo afirmou, constituem o espírito norte-americano, ao mesmo tempo que convidou veteranos a subir ao palco para saudar várias bandeiras históricas.

“Juntos, reafirmamos também a verdade de que a força e o poder dos Estados Unidos não são motivo de vergonha. É algo de que nos sentimos muito, muito orgulhosos”, acrescentou.

Entre as bandeiras homenageadas no evento encontrava-se a que hasteou no navio almirante quando a Marinha norte-americana afundou a frota espanhola na baía de Manila, “uma das maiores vitórias navais da história”, que comparou à “recente vitória ao afundar toda a Marinha iraniana” no recente conflito com Teerão.

Além disso, afirmou que iria entregar uma bandeira que hasteou no Capitólio e que “em breve será hasteada por astronautas norte-americanos no próximo regresso à Lua”, assegurou.

O discurso de Trump no ‘National Mall’ marcou o ponto alto de uma série de celebrações que se prolongaram por semanas na capital norte-americana e que suscitaram polémica entre os críticos, que acusam o Presidente de politizar uma comemoração que, pela sua natureza, deve incluir todos os norte-americanos.

A Administração republicana criou o “Freedom 250” para organizar eventos alternativos aos planeados pela organização apartidária “America250”, entre os quais a Grande Feira Estadual Americana na capital, um evento que ficou aquém das expectativas devido a um número de participantes inferior ao previsto, a uma onda de calor e ao cancelamento de dezenas de artistas.

As palavras de Trump foram precedidas por um espetáculo de fogo de artifício, o maior do género em Washington, com o qual o Governo pretende estabelecer um recorde, mas que provocaria condições insalubres em partes da cidade, de acordo com documentos do Serviço Nacional de Parques analisados pelo jornal The Washington Post.

Outras cidades, como Nova Iorque ou Los Angeles, celebraram os 250 anos da Independência dos Estados Unidos com concertos, desfiles, feiras e festivais, embora vários destes eventos ao ar livre tenham sido adiados ou cancelados devido à onda de calor extremo que assola o país.

Notícias ao Minuto 

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