Lula: guerra no Irã é ‘maluquice’ e Brasil sofre poucas consequências
Petista discursou em evento oficial na Alemanha

Lula em discurso na Alemanha Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (19) que o Brasil tem sentido pouco os efeitos dos conflitos no Oriente Médio, incluindo o impacto sobre o preço do petróleo.
O presidente se referiu à guerra entre Irã e Estados Unidos como “maluquice”.
— O Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra feita com o Irã. Nós não estamos sofrendo o aumento do preço do petróleo como muitos países estão sofrendo, porque o governo tomou medidas, e o Brasil só importa 30% do seu óleo diesel — declarou, em discurso na abertura da Feira Industrial de Hannover, na Alemanha.
O petista afirmou ser urgente encontrar uma saída para os combustíveis fósseis e disse que o Brasil tem potencial para produzir o “hidrogênio verde mais barato do mundo”.
Lula também defendeu novamente a necessidade de “refundar” a Organização Mundial do Comércio (OMC) e criticou a criação de barreiras comerciais contra produtos brasileiros.
— É preciso combater narrativas falsas a respeito da sustentabilidade da nossa agricultura. Criar barreiras adicionais ao acesso de biocombustíveis é contraproducente, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista energético — falou.
O presidente ainda repetiu que o Brasil não terá um papel de mero exportador de terras raras e disse ser necessário que as tecnologias ajudem o Brasil a construir um mundo mais seguro e sustentável.
Guerra por tweet
O mandatário brasileiro também disse na mesma ocasião que o mundo não pode se curvar ao comportamento de um chefe de Estado que acha que pode taxar, punir e fazer guerras por tweet, em referência ao presidente norte-americano, Donald Trump.
— Não podemos permitir que o mundo se curve ao comportamento de um presidente que acha que por e-mail ou por tweet ele pode taxar produtos, punir países e pode fazer guerra — afirmou.
Lula afirmou que o Brasil está de braços abertos para discutir qualquer tema econômico com a Alemanha porque tem relação de chefe de Estado com o premiê alemão, Friedrich Merz.
— Quando você age como chefe de Estado, queria dizer ao primeiro-ministro Merz que o Brasil está de braços abertos para discutir qualquer tema com a Alemanha. Sobretudo o tema de inteligência artificial, data centers, minerais críticos e terras raras, não tem veto para discutir com a Alemanha — completou.
*Com informações AE




