Arroz vendido a granel, no CEASA de Brasília, durante a alta dos preços. Sérgio Lima/Poder360 12-09-2020

Comerciante manuseia arroz em central de abastecimento no Distrito Federal. Desde 2010, o preço do produto mais que triplicouSérgio Lima/Poder360/Drive – 12.set.2020

Pesquisa PoderData mostra que 95% dos brasileiros sentiram nas últimas semanas alta no preço das compras no mercado ou das contas a pagar. Apenas 4% afirmaram que os valores se mantiveram no mesmo nível que antes, e 1% diz que diminuiu.

Itens da cesta básica como arroz, óleo e leite foram os que tiveram maior aumento em 2020, segundo o Índice de Preços dos Supermercados, calculado pela Apas/Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 14 a 16 de setembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 459 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para tentar conter parte dessa alta de preços, o governo zerou o imposto para a importação de arroz. Levantamento do Poder360 mostrou que a exportação da commodity bateu recorde de janeiro a agosto de 2020. O preço do produto no período disparou.

Com o aumento da repercussão sobre a alta nos preços de produtos básicos, o presidente Jair Bolsonaro fez apelos aos representantes dos supermercados.

“Na ponta da linha, o preço chega para eles, e eles estão se empenhando para reduzir o preço da cesta básica, que dado ao auxílio emergencial, houve 1 pequeno aumento no consumo. Houve mais exportação por causa do dólar também, sabemos disso aí”disse em 10 de setembro.

O governo notificou supermercados e produtores de alimentos para cobrar esclarecimentos sobre o aumento no preço dos produtos que compõem a cesta básica. O Planalto, no entanto, afirmou que não haveria intervenção para conter a alta.

HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS

PoderData separou recortes para as respostas à pergunta sobre o aumento no preço de compras e contas. Foram analisados os perfis por sexo, idade, nível de instrução, região e renda.

As variações foram mínimas em todos os estratos. Há uma percepção geral de que tudo está mais caro.

CONTA E COMPRAS X AVALIAÇÃO DO GOVERNO

A percepção do aumento nos preços é menor entre quem aprova o governo Bolsonaro, mas ainda assim o patamar continua acima dos 90%.

Poder360

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